O hábito do hábito

“Desde pequenino que percebi que queria ser padre”

Todo o ambiente era propício para que a ambição de ser padre despertasse em Gustavo: o colégio católico, a família, a catequese… porém, foi o encanto das mitras usados pelos bispos que fez Gustavo, com apenas 3/4 anos, perceber numa viagem a Roma que era mesmo esse o rumo que queria tomar. Depois do Pré-Seminário e do Postulantado, Gustavo inicia o Noviciado a 11 de setembro e é aí que faz a prova dos 9 ao seu desejo de ser padre, e as contas não davam certo.

PARTE 1

“A partir do momento em que eu voltei para Lisboa não era o mesmo.”

A vida de Gustavo altera-se por completo com uma ida a Fátima que se prolonga além do que era esperado. Com mais tempo para si e para refletir, Gustavo percebe que não está feliz. Quando regressa ao Convento de Lisboa, o sentimento de isolação apodera-se de si e entra numa depressão. Pouco depois, decide ter uma conversa com o seu Padre-Mestre e, por fim, desistir do Noviciado e sair do Convento.


PARTE 2


“Foi um tempo em que eu senti que os meus pais não me apoiavam tanto”

Após o momento decisivo de deixar o Convento, Gustavo passa por alguns meses conturbados na sua vida. Para além da sensação de abandono do que tinha sido a sua vida desde que se lembra, a sua família parece não aceitar bem a decisão tomada. Gera-se um desejo forte de rebelião que se expressa através de saídas à noite e um corte com a religião. Por fim, Gustavo acaba por se reconciliar com aquilo que viveu, retomando uma vida normal e a sua ligação à fé, desta vez como diletante.

PARTE 3

 “O futuro a Deus pertence.”


Atualmente, entre os planos do Gustavo consta constituir família. Não obstante, Gustavo não tenciona descurar os 3 votos (pobreza, obediência e castidade), mas vivê-los de uma forma diferente, compatível com a vida de um homem casado e ao mesmo tempo católico. Isto não implica que Gustavo descarte a hipótese de voltar a ser chamado por Deus.

“Só ontem é que fui capaz de o colocar na minha secretária”

Esta entrevista obrigou Gustavo a remexer no seu passado, o que não foi fácil. Prova disto é que foi apenas nos dois dias antecedentes à entrevista, e para o fim da última, que Gustavo ganhou coragem para tirar da gaveta a miniatura do S. Domingos que lhe tinha sido oferecida na tomada de hábito.

O estudante de história. Quem é o Gustavo agora?

Para concluir, o Gustavo fala sobre a sua vida agora e como ele imagina o seu futuro próximo.

Queres ficar a conhecer melhor o Gustavo?

Sabes distinguir entre um jesuíta e um dominicano?


“Esta é minha simples religião.
Não há necessidade de templos;
Não há necessidade de filosofia complicada.
Nosso próprio cérebro, nosso próprio coração, é nosso templo;
A filosofia é a bondade.”

Dalai Lama

Por Francisca Cunha Reis, Maria Castanheira, Sandra García Velasco e Sara Santoleri

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