Miguel Nozolino: “Porque Gosto de Cerveja!”

Por Diogo Yebra Martins e João Gil Gonçalves

Miguel Nozolino, 31 anos, inaugurou, em Fevereiro, o primeiro bar de cerveja artesanal, em Portugal. Chama-se Duque BrewPub, fica entre o Bairro Alto e o Largo do Carmo e foi lá que estivemos à conversa com ele, para nos contar mais sobre a sua experiência.

Embora seja um amante de cerveja, e tenha sido essa a grande motivação para se ter juntado com mais 3 amigos para começar este projeto, não estava ligado ao ramo antes de ter partido para esta aventura.

Formado em engenharia de som na Austrália, voltou para Portugal em 2009, onde continuou ligado à produção audiovisual e fotografia, em regime de freelancer.

Miguel estava à espera de algo que realmente suscitasse o seu interesse, e o recente aparecimento de vários produtores de cerveja artesanal, em Portugal, fizeram-no equacionar a possibilidade de também poder fazer a sua própria cerveja.

“Eu e o Tiago começámos a ler sobre produtores que faziam isto em casa e pensámos: ‘Porque não experimentarmos fazer também a nossa cerveja?’”.

Depois de algumas tentativas e muito estudo sobre os processos de produção, os resultados começaram a aparecer e fizeram-no acreditar que, juntamente com os 3 amigos, poderia abrir um espaço que, ao mesmo tempo, é a fábrica e o ponto de venda da sua cerveja.

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Antes do projeto do bar estar lançado já tinham criado a marca de cerveja Aroeira, cerveja artesanal, engarrafada no Porto e distribuída por todo o país.

O bar de cerveja permitiu que pudessem reproduzir as fórmulas da Aroeira, que vendiam engarrafada, mas também fazer algumas variações que pudessem surpreender os seus clientes. O que é único neste bar é o vasto leque de garrafas de cerveja artesanal (de produtores de norte a sul do país) à nossa escolha. Existem ainda 9 torneiras de cerveja à pressão, com múltiplas variações das marcas que são disponibilizadas em garrafa, onde a grande inovação é oferta das suas criações caseiras diretamente da fonte.

Miguel diz-nos que não há nada igual no país. O bar está equipado com toda a tecnologia que é necessária à produção de cerveja, desde a fermentação ao estágio. Isto permite oferecer ao cliente um produto que foi criado in situ.

“Se tivermos acabado de criar uma nova cerveja, temos a vantagem de a poder oferecer ao público no próprio dia. Não vês isso em mais lado nenhum!”.

Este conceito permite ainda que possam receber o feedback sobre um novo produto no momento e testar novas fórmulas, antes de serem engarrafadas para venda noutros pontos do país.

“Há um fenómeno crescente de produtores e apreciadores de cerveja artesanal, porque o que nós fazemos não é diferente de um vinho de mesa. Estamos a dar oportunidade de escolha às pessoas.” A hipótese de escolha, de entre várias marcas e tipos de cerveja, é, segundo Miguel, o segredo de muitos destes novos produtores.

Isto explica a grande afluência que o seu espaço tem. De portugueses a turistas, o bar tem sido um sucesso, não só para quem vem experimentar pela primeira vez, mas também para os muitos que voltam para provar e aprender mais.

Miguel remata: “Dantes tinhas Superbock ou Sagres. Hoje, podes escolher variadíssimas marcas de cerveja e todas elas diferentes. Há aqui o papel de educar o público, mas também aprender com ele”.

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