Em Cena

O Lado Amador

Muito recentemente, José Carlos Garcia abraçou um projeto, em parceria com o grupo de teatro “Os Gambuzinos”. Juntamente com o grupo amador da Benedita, apresentou a peça “Antes a morte que tal sorte”, em outubro de 2019.

O Centro Cultural Gonçalves Sapinho, palco d’Os Gambuzinos


 A colaboração de José com grupos de teatro amadores é algo que já aconteceu em diversas ocasiões. Para o encenador, o talento está presente em todo o lado e, muitas vezes, já observou trabalhos amadores que superavam, em grande escala, concorrentes profissionais, em termos de qualidade.

“Teatro é teatro, não me interessa se é amador ou profissional (…) Convidam-me para fazer teatro eu vou.”

José Carlos Garcia utiliza uma metáfora desportiva para ilustrar a diferença entre atores amadores e profissionais. “Um ator profissional está habituado a jogar todos os dias”, estando normalmente mais confortável em palco,enquanto que um ator amador ensaia cansado após um dia de trabalho, o que também limita o seu tempo de ensaio.


Um estilo próprio

As características do estilo


“São tantas coisas a trabalhar, são tantas capas, que precisa-se de tempo para criar depois uma obra. Não é só fazer.”

No fundo, gosta sempre mais do processo de criar a peça do que do resultado final e confessa que nem se orgulha dos próprios projetos, porque raramente acha que ficam bem. Acima de tudo, considera o teatro um poder da comunicação para o público.

“Os projetos que nós fazemos é para servir o público. Se eles servem o público está feito o seu objetivo”


A essência do teatro

Apesar do gosto de José Carlos Garcia pelo cinema e pela televisão, o teatro é a grande paixão do ator. “Quando apresentamos uma peça, estamos a receber o público em nossa casa e contamos-lhe uma história” e isto, para José, é algo único. A ligação que se cria com a plateia durante uma peça é uma sensação indescritível e que apenas o teatro consegue proporcionar.

 “O teatro salvou-me a vida, porque salva a vida. Eu podia estar a trabalhar em coisas que não gostava e seria miserável.”

A proximidade que existe, durante uma peça, entre atores e plateia é algo que o cinema e a televisão não conseguem dar. A essência da arte teatral está em agradar o público e fazer com que o mesmo se sinta integrado na história que os atores estão a contar. Ao contrário do cinema, o teatro está a acontecer naquele momento. Para José, o teatro “é a arte mais efémera que existe” e esta será sempre a sua maior paixão.

“O teatro é a arte mais efémera que existe”

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